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Parceria entre Unicamp e PUC-Campinas fortalece agenda de estudos afro-brasileiros e ações pela igualdade racial

A aproximação entre a Universidade Estadual de Campinas e a Pontifícia Universidade Católica de Campinas em torno de pautas relacionadas às relações étnico-raciais reforça o papel estratégico das universidades na promoção da pesquisa, da formação e da extensão comprometidas com a equidade e a transformação social. Em Campinas, esse diálogo ganha especial relevância com a atuação do Centro de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros Dra. Nicéa Quintino Amauro (CEAAB), da PUC-Campinas, inaugurado em 23 de agosto de 2023. O espaço dedica-se à proposição, implementação e avaliação de iniciativas voltadas à educação étnico-racial no âmbito do ensino, da pesquisa e da extensão.
Esse movimento se articula ao Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB) da Unicamp, inaugurado em novembro de 2024, com a proposta de desenvolver pesquisas multi e interdisciplinares sobre diferentes dimensões da vida da população afro-brasileira, além de promover atividades de extensão universitária e investir na formação de profissionais e pesquisadores. Vinculado à Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa, o NEAB foi concebido também para fortalecer a interlocução entre a Universidade e a sociedade. Ambas as iniciativas vêm se consolidando como espaços estratégicos de reflexão, produção de conhecimento e articulação social.
É nesse contexto de aproximação institucional que representantes das duas universidades se reuniram para compartilhar experiências, perspectivas e possibilidades de atuação conjunta. Pela Unicamp, participaram a Profa. Dra. Carmen Veríssima Ferreira Halder (coordenadora do NEAB), a Profa. Dra. Elisabete Figueroa dos Santos (coordenadora associada do NEAB), Gislaine Elias Alipio (assistente técnica do NEAB), Isabel Cristina Araújo Floriano (Escritório de Novos Projetos – CGU), além da Assistente Social Aparecida do Carmo Miranda Campos e da Psicóloga Laura Keiko Hyppolito, ambas vinculadas ao Serviço de Atenção à Violência Sexual (SAVS) órgão ligado à Diretoria Executiva de Direitos Humanos (DEDH). A comitiva foi recebida pela comendadora Edna Almeida Lourenço, presidente do Grupo Força da Raça e coordenadora do CEAAB, evidenciando o interesse em ampliar o diálogo interinstitucional e fortalecer conexões com iniciativas voltadas à promoção da igualdade racial e à valorização da produção acadêmica com impacto social.
O CEAAB e o NEAB criam condições concretas para a formalização de um termo de cooperação institucional, capaz de estruturar e dar continuidade às iniciativas que já vêm sendo construídas no campo das relações étnico-raciais. Esse instrumento jurídico-administrativo deverá estabelecer diretrizes, responsabilidades e objetivos comuns, consolidando uma agenda compartilhada entre as instituições e garantindo maior estabilidade, previsibilidade e alcance às ações desenvolvidas.
No âmbito desse termo de cooperação, abrem-se perspectivas para a implementação de parcerias estratégicas voltadas à formação continuada, ao desenvolvimento de projetos de pesquisa aplicada e à ampliação de atividades de extensão com impacto social direto. Tais parcerias poderão envolver, por exemplo, a realização conjunta de cursos, seminários e programas de letramento racial, a produção de materiais didático-pedagógicos e a articulação com redes interinstitucionais e movimentos sociais.
Além disso, a cooperação formalizada permitirá otimizar recursos institucionais, compartilhar expertises e potencializar a capilaridade das ações, ampliando o alcance territorial e o público beneficiado. Trata-se, portanto, não apenas de institucionalizar uma aproximação, mas de criar um arranjo colaborativo robusto, orientado por princípios de equidade, justiça social e valorização da diversidade de saberes.
Dessa forma, o termo de cooperação e as parcerias dele decorrentes representam um desdobramento estratégico dessa convergência, traduzindo em ações estruturadas o compromisso das universidades com a promoção da educação antirracista e com o enfrentamento das desigualdades raciais de maneira contínua e articulada.

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