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CNPq celebra 75 anos com recordes de investimento e forte presença da Unicamp

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) celebrou, nesta segunda-feira (23), sua trajetória de 75 anos em solenidade na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília. O evento, que reuniu cerca de 600 lideranças científicas e políticas, marcou a consolidação da principal agência de fomento do país em um cenário de retomada histórica. Representando o reitor da Unicamp, Paulo Cesar Montagner, participou da cerimônia o Coordenador Geral da Universidade, Prof. Fernando Coelho, acompanhado pelo Assessor Docente, Prof. José Luiz da Costa, reforçando o papel estratégico da Unicamp no ecossistema de ciência e tecnologia nacional.

Retomada histórica e marcas de investimento

Fundado em 1951, o CNPq atingiu em 2025 o patamar de 100 mil bolsistas ativos em todo o território nacional. Os dados consolidados até dezembro do último ano revelam um salto significativo: entre 2023 e 2025, foram aplicados R$ 7,9 bilhões em fomento, montante 42% superior ao executado no quadriênio anterior (2019-2022).

Para a comunidade acadêmica da Unicamp, os reflexos são diretos na base e no topo da pirâmide científica:

  • Iniciação Científica: Alcançou 54,1 mil bolsas anuais (alta de 19% em relação a 2022).
  • Produtividade em Pesquisa: Destinada a pesquisadores de destaque, atingiu o recorde de 17 mil concessões.

Foco em Equidade e Repatriação de Talentos

A celebração também destacou a modernização das políticas de avaliação, com foco em inclusão e diversidade. Atualmente, 53,5% das bolsas do CNPq são ocupadas por mulheres. Entre as ações afirmativas implementadas, destacam-se:

  • Maternidade: Extensão do período de avaliação em dois anos por evento de parto ou adoção em julgamentos de mérito científico.
  • Chamada Atlânticas / Beatriz Nascimento: Fomento específico para mulheres negras, indígenas, ciganas e quilombolas.
  • Programa Conhecimento Brasil: Iniciativa que viabilizou a repatriação ou fixação de 600 pesquisadores no país, combatendo a “fuga de cérebros”.

Expansão dos Institutos Nacionais (INCTs)

A rede de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), que conta com forte protagonismo de docentes e laboratórios da Unicamp, recebeu a maior chamada de sua história, totalizando R$ 1,63 bilhão. Com a expansão de 20%, a estrutura agora soma 243 institutos ativos dedicados a solucionar problemas complexos da sociedade brasileira.

A Visão da Unicamp: Ciência como Soberania

Presente na solenidade em representação ao Reitor da Unicamp, o Prof. Fernando Coelho, Coordenador Geral da Universidade e docente do Instituto de Química (IQ), ressaltou a importância do CNPq para a manutenção das universidades públicas. “Celebrar os 75 anos do CNPq é celebrar a própria inteligência brasileira. Para a Unicamp, o Conselho é um parceiro vital que transforma ideias de laboratório em soluções reais para a sociedade”, afirmou.

O Prof. José Luiz da Costa, Assessor Docente e pesquisador da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), reiterou a importância do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) neste processo. “Atingir recordes históricos de bolsas e investimento é um sinal claro de que o país voltou a tratar a ciência como estratégia de Estado”, pontuou.

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