O Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU) recebeu a primeira usuária da Sala de Acesso a Dados Protegidos INEP/SEDAP – SBU/Unicamp. A pesquisadora Flávia Longo, pós-doutoranda do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, inaugurou o espaço ao desenvolver sua pesquisa com microdados do Censo da Educação Superior.
Para a pesquisadora, ser a primeira usuária da sala representa ao mesmo tempo reconhecimento e responsabilidade, especialmente pelo cuidado necessário no manejo de dados sensíveis e no uso responsável de um serviço público voltado à pesquisa científica.
O estudo de Flávia integra um projeto desenvolvido em parceria entre a Unicamp e a Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação, com financiamento da FAPESP, e investiga a presença de estudantes indígenas e quilombolas no ensino superior brasileiro.
Segundo Flávia Longo, o acesso aos microdados permite trabalhar com informações mais detalhadas e realizar análises estatísticas mais robustas, fundamentais para a qualidade e a viabilidade da pesquisa.
A disponibilidade da sala na própria Unicamp também representa um avanço logístico importante. Antes da implantação da Sala no campus, o acesso a esses dados exigia deslocamentos para outras cidades, como Brasília ou São Paulo.
A iniciativa reforça o papel das bibliotecas universitárias como espaços de apoio à pesquisa e à produção de conhecimento. Ao oferecer acesso qualificado a dados educacionais protegidos, o SBU amplia as possibilidades de investigação científica e contribui para estudos que dialogam diretamente com a formulação e a avaliação de políticas públicas.
Com a implantação da Sala na Biblioteca da Área de Engenharia e Arquitetura (BAE), a Unicamp passa a integrar a rede nacional de acesso a dados protegidos do INEP, fortalecendo a infraestrutura de pesquisa da universidade e ampliando as oportunidades para pesquisadores da região