Todos os animais
precisam se comunicar para sobreviver e se reproduzir. As aves, assim como
alguns grupos de insetos (cigarras e grilos, entre os mais conhecidos)
e de outros vertebrados (principalmente anfíbios anuros e mamíferos
como morcegos, golfinhos, baleias e macacos), usam predominantemente a
comunicação sonora.
A estrutura do sinal acústico
produzido pelo emissor carrega a informação até um
receptor, que deve decodificar a mensagem e elaborar uma resposta. Assim
são cumpridas várias funções biológicas,
como corte, defesa territorial e interações sociais, que
se iniciam com a função primordial do reconhecimento específico.
Isto ocorre geralmente, nas aves, pela emissão do canto, que precisa,
para manter sua especificidade, ser passado de geração em
geração por transmissão genética ou por aprendizagem.
A modalidade de canto aprendido permite variações populacionais,
através da imitação de um modelo, ou individuais,
através da criação sonora sobre um padrão aprendido.
Os diversos casos serão
explicados e ilustrados por exemplos da fauna brasileira, tirados do Arquivo
Sonoro Neotropical-ASN mantido no Departamento de Zoologia da UNICAMP.
Serão discutidas também as potencialidades e limitações
das pesquisas feitas no Brasil no campo da comunicação animal
e da biodiversidade.